Ultimamente, a minha vida anda tão embaçada quanto o espelho do banheiro depois de um banho fervendo, e não importa quantos baldes de água fria eu jogue na minha máquina de idéias, parece que nada muda.
Esses dias eu comecei até a ler o horóscopo. Acompanhei a previsão do tempo, abri minha vida pra cartomante da rua de trás. Só pra tentar ter a chance de saber o que me reservaram pra semana que vem. Só pra saber onde eu tenho que ir. Pra não sair de casa amanhã, e me me perder de mim no meio do caminho.
Tuesday, 20 October 2009
Sunday, 4 October 2009
Life's a box of juice
Se tem uma coisa que é um inferno, é quando me pedem pra escolher frutas no mercado. Eu vejo as pessoas normais se aproximando da bancada e pegando uma dúzia delas aleatoriamente, enquanto eu que já estava ali há uns dez minutos continuo examinando uma por uma à procura da mais agradável pra mim. Mas num desses últimos episódios eu tinha outra questão em mente. E quando peguei o saco plástico a única coisa que eu consegui pensar foi: queria eu ser tão exigente com a minha vida do mesmo jeito que eu sou com as frutas.
Tuesday, 29 September 2009
Monday, 28 September 2009
Emergency
A Débora me falou que isso não ia dar certo, mas eu tava tão confiante que achei que nada ia me atingir. Deve ser verdade o que dizem sobre as pessoas nunca ouvirem as irmãs. Agora só o que me resta é o bom e velho 'bem que você me avisou...'.
Thursday, 17 September 2009
Independence day
Eu não tenho certeza se é a minha mente que anda muito ocupada tentando me manter em órbita, ou se eu realmente me esqueci de pensar em você.
Aquele nosso inesperado sete de setembro foi a rara vez que eu percebi o quão simples era o sorriso pelo qual eu havia me apaixonado. O vazio, seguido pela minha falta de expressão é o mais vago fragmento que eu tenho do nosso último primeiro beijo, que eu nem lembro se retribuí. Perdemos o encanto, e disso já sabíamos.
Foi a primeira vez que eu vi você sem notar uma considerável aceleração dos meus batimentos. E talvez a única vez, que eu me peguei lamentando não sentir mais todo aquele turbilhão de borboletas em mim.
Aquele nosso inesperado sete de setembro foi a rara vez que eu percebi o quão simples era o sorriso pelo qual eu havia me apaixonado. O vazio, seguido pela minha falta de expressão é o mais vago fragmento que eu tenho do nosso último primeiro beijo, que eu nem lembro se retribuí. Perdemos o encanto, e disso já sabíamos.
Foi a primeira vez que eu vi você sem notar uma considerável aceleração dos meus batimentos. E talvez a única vez, que eu me peguei lamentando não sentir mais todo aquele turbilhão de borboletas em mim.
Friday, 11 September 2009
If it's alright
Acho que chegou aquela hora em que a gente some, dá um tempo da vida, se aposenta da mente. Eu preciso de um tempo que não seja pra mim e nem pra mais ninguém. Só um tempo. Pra eu dizer que tive, que desperdicei, que fiz o que queria ter que fazer. Talvez viver não seja a minha melhor opção. Talvez eu não tenha melhor opção. Que seja. Se é que é.
Monday, 7 September 2009
I think I'm paranoid
Eu tenho vários motivos pra me considerar feliz, estável, no caminho certo, em sintonia com o meu "eu interior", mas como eu acredito que tudo relacionado a mim é bem contraditório, eu passo os dias reclamando da minha vida ao invés de elogiá-la por suportar toda essa minha ingratidão.
Eu não sei se tem a ver com os problemas que eu considero maiores do que eu ou com a minha falta de vontade de mudar drasticamente o que me incomoda, mas toda vez que eu penso em ter que acordar no dia seguinte, já me dá uma vontade absurda de estar com meus sessenta e pouco à beira da morte. Doenças psicossomáticas, pensamentos pessimistas, uma preguiça enorme de viver a próxima hora. Às vezes eu acho que se eu descrevesse a minha vida em forma de novela mexicana, não iria soar tão desgastante quanto eu faço parecer.
Eu não sei se tem a ver com os problemas que eu considero maiores do que eu ou com a minha falta de vontade de mudar drasticamente o que me incomoda, mas toda vez que eu penso em ter que acordar no dia seguinte, já me dá uma vontade absurda de estar com meus sessenta e pouco à beira da morte. Doenças psicossomáticas, pensamentos pessimistas, uma preguiça enorme de viver a próxima hora. Às vezes eu acho que se eu descrevesse a minha vida em forma de novela mexicana, não iria soar tão desgastante quanto eu faço parecer.
Tuesday, 1 September 2009
Midnite snack
Os meus diálogos se encontram no lixo junto com aquele nosso roteiro que eu insistia em repassar todas as noites. A verdade é que eu me sinto muito mais leve sem aquelas cenas todas na minha cabeça. Talvez agora eu escreva colunas pra algum jornal. É bem mais fácil do que fingir sentimentos numa atuação que nem a mim conseguia convencer.
Monday, 31 August 2009
Out of my hands
- Você não deveria falar no passado. Como se alguma coisa tivesse acabado.
- Nós acabamos.
- Nós acabamos.
Subscribe to:
Posts (Atom)
