Showing posts with label Dialogue. Show all posts
Showing posts with label Dialogue. Show all posts

Tuesday, 19 April 2011

Sunny afternoons

- Fome.
- Sono.
- Calor.
- Vontade de você.

Friday, 9 July 2010

Forever indebted

- Às vezes eu gostaria de ser como o Davy Jones.
- Capitã de um navio pirata?
- Não. Sem coração.

Saturday, 13 March 2010

Love doesn’t last too long

- Você já amou tanto alguém que achou que nunca iria parar de amar?
- Já.
- E o que aconteceu?
- Um dia, depois de três anos, eu acordei amando menos. E cada vez menos. Até que eu não senti mais nada.

Thursday, 4 March 2010

Last night I had a dream about you

Depois de alguns minutos te esperando, eu resolvi levantar e andar em direção à esquina.

- É isso? Você vai embora?
- Vou. Por que?
- Eu vim aqui achando que ia ficar contigo.
- Você nem falou comigo.
- E agora eu que tenho sempre que falar?

Então, eu te beijei.

- Você finalmente tomou uma atitute...
- Eu disse que tinha mudado.

Sunday, 21 February 2010

All messed up

- Cansei de viver.
- Você não tá vivendo, tá se iludindo.

Monday, 31 August 2009

Out of my hands

- Você não deveria falar no passado. Como se alguma coisa tivesse acabado.
- Nós acabamos.

Friday, 28 August 2009

Forgotten

- Que filme tá passando no cinema?
- Acho que é alguma coisa do tipo 'aleatoriedades e não sei o que'.
- É sobre o que?
- Não sei, não cheguei a ler a sinopse e...
- Eu vivo por você e você nem sequer sabe disso, né?
- Mas me falaram que é muito bom. Até aquele bonequinho do jornal tava até aplaudindo e tal. A gente podia ver no fim de semana.
- É, podia.

Wednesday, 26 August 2009

Innocence

- Do que você precisa?
- De você comigo.
- Eu tô aqui.
- Então, essa pergunta não faz muito sentido agora.

Tuesday, 4 August 2009

The hours

Iniciar aquela conversa não foi tão fácil quanto pensou que seria. Quando se está rodeado de pessoas não importa o quão baixo você fale, sempre parecerá que está gritando para o mundo ouvir. As mãos tremiam, o coração disparava, as palavras se escondiam atrás dos pensamentos apressados, os olhos não tinham um ponto fixo. Tentou rapidamente revisar tudo o que tinha ensaiado durante dias: o tom da voz, as pausas para respirar, a análise de toda a situação. O barulho era extremamente irritante. As pessoas, a música, os carros passando na esquina seriam todos vítimas de culpa se algo naquela noite desse errado.
O sorriso dela parecia cansado, mas ainda assim tinha uma simpatia devido as circunstâncias. Ele se sentia um idiota por não ter a facilidade de expressar sentimentos pessoalmente, afinal, já fazia uma hora que estavam sentados ali. O celular tocou, tinha esquecido a torneira aberta. Se não fosse correndo, encontraria a casa alagada de emoções. Resolveu esquecer o ensaio, a peça de teatro e toda a encenação. Levantou e enquanto procurava as chaves do carro pensou alto acidentalmente.

- Não é uma questão de você viver a sua vida ou não. É uma questão de o que você me diz ser verdade ou não, porque eu acho que não é. Não dá pra amar duas pessoas ao mesmo tempo. E não dá pra precisar de duas pessoas ao mesmo tempo. Não dá. Então, por favor decida-se.

Ouviu-se um silêncio. Não havia ninguém ali. Esfregou os olhos e reconheceu a sala de estar. Olhou no relógio. Estava atrasado. A campainha tocou. Era ela.
Iniciar aquela conversa não foi tão fácil quanto pensou que seria. Quando não se está rodeado de pessoas não importa o quão alto você fale, sempre parecerá que ninguém está tentando ouvir.

Friday, 24 April 2009

People never change

- As pessoas mudam, gente!
- Não mudam, não. Mas tudo bem.
- Mudam sim. Meu irmão vivia bebendo e agora...
- Ah, mas aí são hábitos. Você tá falando de hábitos ou da pessoa em si?
- Não. Da pessoa em si.
- Ah, então não mudam mesmo.


Um tal de meme: Não sei ao certo como isso funciona, mas enfim, lá vai.

Regras:

1- Agarrar o livro mais próximo
2- Abrir na página 161;
3- Procurar a quinta frase completa;
4- Colocar a frase no blog;
5- Não escolher a melhor frase, nem o melhor livro! Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo;
6- Passar para cinco pessoas!

Livro: 79 Park Avenue - Harold Robbins

Quinta frase da página 161: "Não, Sr. Paynter, - disse ela, ligando a chave - Nunca nos vimos."

Cinco blogs: Whatever

Sunday, 13 July 2008

The love is really so much beautiful ♥

Times Square, 3:19 p.m:


- Oi ;)

- Olá ;D

- Tudo bem?

- Tudo e com você?

- Também.

- Qual seu nome?

- Mary, e o seu?

- Julie.

- Olha, eu tenho que te falar uma coisa. Eu sei que a gente se conhece há pouco tempo, mas eu te amo muito e não posso viver sem você.

- Eu também te amo mais do que tudo e não sei o que faria sem você comigo.

- Ah, eu tenho que ir.

- Tudo bem, eu também vou indo.

- A gente se fala (L)

- Ok <3


Mary virou a esquina. Elas nunca mais se encontraram.

Friday, 4 July 2008

Smile and pretend

Her green plastic watering can for her fake Chinese rubber plant
In the fake plastic earth that she bought from a rubber man

- Você vai pra onde?
- Pra casa.
- Por qual caminho?
- Pelo da falsidade.

Saturday, 28 June 2008

Stoppin' the loving getting in, pt.3

Finalmente tomou coragem e resolveu olhar pra trás. Ele sabia que era a última chance de dizer que só estava fazendo aquilo por ela. Ela já tinha virado a esquina, se perdido na multidão, mas ele sabia aonde ir. A única coisa que o coração dele conseguia gritar era o nome dela. E a única coisa que o dela não podia ouvir era a voz dele. De todos os lugares do mundo, só havia um em que ela poderia estar, e foi exatamente lá que ele a encontrou.


- Eu preciso te dizer uma coisa...

- Eu já sei.

- Como?

- Você já me disse.

- Quando?

- Agora.


Não vos interessa de que forma, mas de alguma forma eles sabiam o que tinham que saber. E ficaram lá, apenas se olhando, dizendo em silêncio tudo aquilo que precisavam dizer.


- O meu coração...

- O que tem?

- Ele é seu, sempre foi e sempre será.


Ela tirou do bolso um pedaço de folha qualquer e rabiscou alguma coisa.


- ♥

- O que é isso?

- É tudo o que eu tenho pra lhe oferecer.


E depois acrescentou algo.


- it beats for only you.


Ele leu, releu e finalmente sorriu. Ela não estava mais ali. A última imagem que ele conseguiu guardar foi a dela sumindo no meio dos carros. Ele não foi atrás, não quis ir atrás. Pois sabia que de alguma maneira ela iria voltar, nem que fosse pra buscar o amor de verão que ele acabara de guardar no bolso esquerdo do casaco azul marinho que ela vestiria após o café.

Thursday, 26 June 2008

Stoppin' the loving getting in, pt.2

Mesmo após ter jurado pela própria felicidade ao lado dela que não voltaria a tocar naquele assunto, ele era incapaz de se convencer que nunca mais estaria com ela. Ele só queria uma razão, um único motivo pra tudo ter mudado da água pro vinho.

- O que houve?
- Não sei. O que você fez?
- O que eu não fiz?
- Tudo.

Ele queria que ela explicasse. Ela queria querer explicar. E tudo acontecia assim, palavras que não foram ditas, momentos que não foram vividos, tudo jogado ao vento pra algum outro conto de fadas encontrar. Ele precisava fazê-la encarar a incerteza, era o mínimo que podia tentar.

- Por que estamos monologando?
- Não estamos. Você está. Sempre esteve.
- Você me disse pra não acreditar nessa maldita esperança. Eu só queria saber que estava tudo bem.
- Mesmo sabendo que nunca estaria...
- O que eu podia fazer? Dar tempo ao tempo?
- De que adiantaria? Depois de um tempo tudo perde a graça.
- É nisso que você acredita?
- É nisso que eu não acreditava até esse tempo existir.

Foi a conversa mais longa que já tiveram. E o diálogo menos explicativo que já aconteceu. Em momento nenhum ele desviou seus olhos do dela, e em momento algum ela teve coragem de encarar os dele.

Tuesday, 24 June 2008

Stoppin' the loving getting in, pt1

Ela guardou seus maiores segredos e se escondeu de todos os planos que ele tinha pra uma idéia melhor. Foi de propósito, claro. Ele deveria ter percebido que ela não era tão amigável assim.
Depois de idas e vindas, numa tarde de sol sentados à beira do lago, ele então viu que já não havia nada em comum.

- Suas mãos estão tão frias.
- É o tempo.
- Não. Sou eu.
- Talvez seja.

E mesmo apaixonado, ele não ouvia seu coração. E mesmo abraçados, o dela não batia no mesmo ritmo que o dele.
Era inacreditável que algo tão incrível pudesse se desfazer em menos de meio mês. Era inaceitável que ela pudesse deixar de amá-lo em menos de 14 dias.
Ele pensou ter ouvido um último suspiro, uma luz no fim do túnel que apenas por um momento pareceu se aproximar, e então desperdiçou sua última chance.

- Nós deveríamos tentar...
- Quantas vezes mais?
- Quantas forem necessárias.
- Então perderemos mais do que tempo com isso, você sabe que não podemos mudar o que já está feito.

E ela mais uma vez mentia pra ele. E admita isso com toda a culpa que um egoísta poderia ter. Virou as costas, já era tarde. Já estava apaixonada por outro.

Sunday, 22 June 2008

And help me forget your name

Can you take this silence like a pill so I can breathe again?
I've been trying to ignore the best parts of you. I'm still hoping that I'll be with you somehow.
Please be home tonight. I'll die if I don't get a chance to make this just right. I'm sorry but I can't forget about the way I feel every time you're here

- O que você quer?
- Eu quero você.
- Mas isso você já tem.
- Então eu não preciso de mais nada.