A parte ruim de escrever textos é que ultimamente isso só acontece quando as coisas não estão bem. Acho que só assim a gente encontra palavras pra colocar pra fora. Sempre foi mais simples falar sobre o que me incomoda e há muito tempo nada me incomodava. Acredito que não é muito fácil organizar pensamentos quando se está feliz demais porque parece ser muita coisa pra ser dita de uma só vez. Pra falar a verdade, eu fiquei completamente feliz por tanto tempo que nem sei se ainda consigo escrever alguma coisa.
Começando do começo, eu não faço a mínima idéia do que está acontecendo comigo. Insegurança, ciúme, ódio, amor, medo, saudade, um pequeno arrependimento, responsabilidade, preocupação, intolerância, impaciência, ansiedade e acima de tudo, pressão - seja por parte das pessoas com quem eu convivo, do resto do mundo ou até mesmo de mim. As coisas têm mudado tão rápido que eu nem sei se isso tá me fazendo bem ou mal. Logo eu que sempre reclamei da falta de tempo, descobri agora que tempo era tudo o que não me faltava.
Eu já não consigo mais pensar em quase nada porque minha cabeça está sempre cheia de coisas. Não consigo mais ser a pessoa que eu era porque eu já acordo com infinitas imposições que o meu 'eu anterior' provavelmente nunca aceitaria. Eu só tenho medo de ficar completamente perdida depois que isso tudo acabar. Medo de que o que eu estou vivendo agora seja a única coisa que está impedindo a vida que eu tive de se desintegrar. Se é que ainda existe alguma coisa que possa ser mantida.
Thursday, 10 May 2012
Saturday, 31 March 2012
Wednesday, 8 February 2012
Tuesday, 3 January 2012
A little respect
Don't talk to her the same way you talk to me, don't say to her the same things you say to me, don't do things behind my back and please my dear, don't you dare lie about it.
Friday, 2 December 2011
To make this alright
Eu não tenho ninguém com quem eu tenha vivido coisas importantes. Ninguém por quem eu tenha feito tudo o que é possível se fazer e por quem eu tenha pensado em abrir mão de qualquer coisa no mundo pra fazer dar certo. Já você, não tem ninguém pra pensar que foi importante na minha vida. Ninguém pra imaginar me abraçando e nem sussurrando palavras de amor no meu ouvido.
Eu não tenho ninguém que os meus amigos gostem. Ninguém com quem eu tenha passado fins de semana e com quem eu tenha feito planos. Não tenho ninguém pra quem eu tenha dado presentes e nem pra quem eu tenha escrito cartas. Já você, não tem ninguém pra me imaginar conversando, ninguém pra saber que ainda faz parte da minha vida, querendo eu ou não. Você não tem ninguém pra saber que pode estar comigo quando você não estiver e nem que vai fazer o que tiver que ser feito pra impedir que eu seja feliz contigo.
Eu não tenho ninguém que ainda venha puxar assunto comigo, ninguém que ainda me queira. Já você, não tem com quem se preocupar em relação a mim. Ninguém que te faça se sentir inseguro.
Eu não tenho ninguém, então realmente, não posso comparar as minhas pessoas com as suas. As suas foram reais e as minhas...bem, as minhas são você. Então, não. Não diga que você entende e que sabe como é, porque eu sei que não sabe. Porque não tem ninguém que continue na minha vida quando você diz que não se sente bem. Já você, insiste em manter a única pessoa que eu gostaria que você nem se lembrasse mais.
Se você sentisse pelo menos metade do que eu sinto, acho que iria conseguir entender. Eu só posso te dizer que machuca te imaginar com outra pessoa. E espero que um dia você perceba isso.
Eu não tenho ninguém que os meus amigos gostem. Ninguém com quem eu tenha passado fins de semana e com quem eu tenha feito planos. Não tenho ninguém pra quem eu tenha dado presentes e nem pra quem eu tenha escrito cartas. Já você, não tem ninguém pra me imaginar conversando, ninguém pra saber que ainda faz parte da minha vida, querendo eu ou não. Você não tem ninguém pra saber que pode estar comigo quando você não estiver e nem que vai fazer o que tiver que ser feito pra impedir que eu seja feliz contigo.
Eu não tenho ninguém que ainda venha puxar assunto comigo, ninguém que ainda me queira. Já você, não tem com quem se preocupar em relação a mim. Ninguém que te faça se sentir inseguro.
Eu não tenho ninguém, então realmente, não posso comparar as minhas pessoas com as suas. As suas foram reais e as minhas...bem, as minhas são você. Então, não. Não diga que você entende e que sabe como é, porque eu sei que não sabe. Porque não tem ninguém que continue na minha vida quando você diz que não se sente bem. Já você, insiste em manter a única pessoa que eu gostaria que você nem se lembrasse mais.
Se você sentisse pelo menos metade do que eu sinto, acho que iria conseguir entender. Eu só posso te dizer que machuca te imaginar com outra pessoa. E espero que um dia você perceba isso.
Sunday, 30 October 2011
Sunday, 23 October 2011
Two bodies, one heart.
Já havia algum tempo que estavam nisso. Uma vez a cada dois meses. Era só o que eles conseguiam ter. Compromissos, reuniões no trabalho, problemas com a família, viagens inadiáveis. Tudo parecia mais importante. Não era. Toda aquela mudança havia feito com que não fossem mais as mesmas pessoas. Estavam adultos, mesmo sem ser. O relacionamento tinha mudado. E de alguma maneira, o sentimento também estava diferente. Tinha crescido, amadurecido e agora poderia dizer-se responsável por fazer as coisas darem certo.
Eles não tinham tempo. Ela não tinha tempo. Passava o dia obedecendo ordens com as quais não concordava, mas estava ali pra isso e precisava aceitar. Ele continuava lá pra ela, esperando o momento em que o telefone iria tocar e eles teriam apenas quinze minutos para trocarem juras de amor. Não acontecia sempre. As discussões estavam mais frequentes. Pra quem nunca tinha brigado, estavam brigando por anos de namoro. Todo dia, quase o tempo inteiro, por quase tudo. Ela acreditava que era porque não viviam a mesma vida, pois brigavam por coisas externas, que nada tinham a ver com o fato de terem nascido um para o outro. Ele achava que ela não se importava o bastante. Feliz seria o dia em que se descobriria completamente errado.
Três meses já tinham se passado e todos os dias ela se perguntava se iriam sobreviver. Ela sabia que continuaria aguentando, mas da parte dele não tinha tanta certeza. Foram várias as vezes em que ele demonstrou e disse estar cansado daquilo, mas ainda assim suportava tudo como a pessoa forte que era. Três meses já tinham se passado e eles continuavam ali. Uma vez a cada dois meses. Desejando e esperando o dia em que esses meses se tornariam minutos. Segundos. Batidas de um mesmo coração.
Eles não tinham tempo. Ela não tinha tempo. Passava o dia obedecendo ordens com as quais não concordava, mas estava ali pra isso e precisava aceitar. Ele continuava lá pra ela, esperando o momento em que o telefone iria tocar e eles teriam apenas quinze minutos para trocarem juras de amor. Não acontecia sempre. As discussões estavam mais frequentes. Pra quem nunca tinha brigado, estavam brigando por anos de namoro. Todo dia, quase o tempo inteiro, por quase tudo. Ela acreditava que era porque não viviam a mesma vida, pois brigavam por coisas externas, que nada tinham a ver com o fato de terem nascido um para o outro. Ele achava que ela não se importava o bastante. Feliz seria o dia em que se descobriria completamente errado.
Três meses já tinham se passado e todos os dias ela se perguntava se iriam sobreviver. Ela sabia que continuaria aguentando, mas da parte dele não tinha tanta certeza. Foram várias as vezes em que ele demonstrou e disse estar cansado daquilo, mas ainda assim suportava tudo como a pessoa forte que era. Três meses já tinham se passado e eles continuavam ali. Uma vez a cada dois meses. Desejando e esperando o dia em que esses meses se tornariam minutos. Segundos. Batidas de um mesmo coração.
Saturday, 8 October 2011
My name's Sorrow.
Eu gostaria que isso não fosse verdade. Gostaria de acordar e saber que esses três meses não passaram de um sonho. Gostaria de acordar, saber que é fim de junho e eu estou deitada com você naquela cama de hotel e que vou ficar ali pra sempre. Gostaria de não ter ido embora, de não ter me despedido na rodoviária. Gostaria de não ter te deixado lá e de ter dado a chance de tudo de ruim acontecer. Gostaria de ser mais presente, mais adulta, mais acessível. Gostaria de estar sempre ali pra você, porque aí você não iria precisar procurar outra pessoa. Gostaria de uma vida nova com você, de esquecer tudo, de fingir que nada aconteceu. Gostaria que você tivesse feito o certo a se fazer. Gostaria que tivesse um motivo. Gostaria de entender. Gostaria que não doesse, mas aí iria significar que eu não me importo. Gostaria que passasse logo. E vou rezar todos os dias pra que passe.
Monday, 3 October 2011
War
Please, be fine. Be patient. Think twice before doing anything. Don't lose your mind. Don't forget me. Stay strong. I know we can get through this. Keep holding on and soon I'll come back to you. This is a promise. I love you, my dear.
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