Sunday, 23 October 2016
Now I'm all messed up
Mas acho que ser adulto deve ser assim. Se arrepender constantemente de ter desejado crescer quando se era feliz e sabia. Ter medo de dar um passo à frente quando tudo o que você conhece está dois atrás.
Saturday, 18 October 2014
Selected poems
Eu acho que são poucas as vezes na vida em que a gente vai estar nesse lugar. Tanto profissionalmente quanto socialmente e menos ainda emocionalmente. Acho que é por isso que a gente sabe quando acontece. Porque é um sentimento tão peculiar, tão "diferente de tudo o que eu já senti", que não tem como ser confundido com aquela satisfação momentânea de quando a gente deseja um sorvete de chocolate, mas na primeira colherada percebe que na verdade era o de baunilha.
E é aí que a sua vida começa a fazer sentido. É aí que você olha pra trás e vê que tudo pelo que você passou fez você chegar onde está e você aprende a não se perguntar mais o "porquê" das coisas e sim o "pra que" delas. É aí que você tem vontade de mudar o mundo. É aí que você se ama. É aí que você é feliz.
E então, você percebe que o lugar certo não é físico. Que outro país não te satisfaz, que ter dinheiro não te satisfaz, que ter alguém não te satisfaz. Não quando quem você é não te satisfaz. E é aí que a mágica acontece. É aí que você se encontra. É aí, que você chega lá.
Sunday, 20 April 2014
Too much blood
É um tormento estar tão confusa quanto eu estou agora. Tanto quanto eu sempre estive em todos esses anos desde que me lembro.
Que eu não estou cem por cento bem eu sempre soube. Que minha cabeça é uma bagunça eu sempre soube. O que eu não sabia é o quanto isso poderia afetar a minha percepção das coisas boas que estão presentes na minha vida.
A eterna mania de procurar problemas em vez de soluções, de desenterrar pessoas e lembranças que já deveriam ter sido esquecidas. Superar sempre foi difícil pra mim e eu cheguei a um ponto em que ou eu cruzo essa linha ou dou inúmeros passos pra trás em busca de nada além de uma vida que nem sequer existe mais.
Eu já estou um passo a frente de tudo o que vale a pena ter, mas ainda é um tormento estar tão confusa quanto eu estou agora. Ainda é um tormento. Ser tão burra a ponto de me permitir esse tipo de confusão.
Saturday, 3 August 2013
Skinny love
Monday, 18 March 2013
Old haunts
Eu não sei se tem algo a ver com amadurecimento, decepções ou desilusões. A única coisa que eu sei é que eu não consigo aguentar tudo o que está dentro da minha cabeça, todas as decisões que preciso tomar, tudo em que eu preciso pensar. Ontem eu tinha dezoito anos e hoje acordei com quase vinte e um. E se alguém gravou essa parte da minha vida, por favor me empreste a fita, porque eu não vi nada acontecer.
Eu me perdi completamente e não sei nem por onde começar a procurar. Já tentei lugares, pessoas, palavras e nada. Nem em mim mesma eu consegui me achar. Talvez eu não soubesse quem eu realmente era. Talvez eu nem sequer tenha sido alguém.
Saturday, 9 March 2013
Blood loss
Monday, 10 December 2012
Saturday, 17 November 2012
On the other side
Outra coisa que pega é que acho que não tenho mais paciência pra essa vida de vocês. Cansei de gente bêbada fazendo cena no bar, de gritarias no meio da rua, de conversas sobre coisas fúteis, das mesmas histórias de fim de semana, das mesmas pessoas nos mesmos lugares. Os anos passam e nada muda. Só que eu mudei. E não foi pouco.
Saturday, 8 September 2012
It hurts everytime
A verdade é que eu sinto tanta falta daquilo tudo. Do amor incondicional, da dependência, de como precisávamos nos falar o tempo todo, estar um com o outro o tempo todo, dos telefonemas que duravam a madrugada inteira, das cartas, das declarações de amor. Pra você, bastava falar comigo por mensagens, mesmo que nossos assuntos se resumissem a palavras de saudade e de eu te amo. E conversar comigo por vídeo era o suficiente pra te fazer ficar em casa num sábado à noite. Hoje não. Hoje você precisa de mais, quando deveria ser o contrário. Você diz que queria que eu estivesse com você, mas aparentemente não do jeito que eu sempre pude estar. Parece que se nao for físico, não é o bastante. E você não imagina o quanto isso me mata aos poucos.
Eu preciso de você mais do que nunca, mas isso é algo que às vezes não parece ser recíproco. Não que eu seja a melhor garota do mundo e nem a mais interessante, mas eu realmente tento. E eu sei que muitas das vezes eu sou irracional e tenho tendência a reagir de maneira exagerada em algumas situações, mas acredite, isso é só porque eu sou louca por você. E se tem algo que me deixa mais louca e irracional (num mau sentido), é achar que sua necessidade por mim diminuiu.
O que a gente tem é raro, eu sei disso e você também. São poucas as pessoas que encontram o amor da vida delas tão cedo como nós encontramos. São poucas as que têm certeza de como e com quem querem ter um futuro. E são muitas as que colocam isso a perder tão fácil como nós colocamos. A gente discute mais do que conversa e isso nos afasta muito mais do que nos aproxima. Eu só tenho medo de que chegue num ponto em que nós tenhamos mais lembranças ruins do que boas.
Se há um ano atrás me perguntassem como era o nosso relacionamento, eu diria que era perfeito e que com certeza todas as pessoas do mundo nos invejavam por isso. Atualmente, eu passo a maioria dos meus dias eu pensando seriamente se ainda temos salvação.
Eu tô disposta a fazer tudo funcionar de novo e eu espero que você também. Porque eu não aguento mais a maneira como as coisas estão entre nós. Não aguento mais não chorar por você como eu fazia antes. E eu sei que você também não chora mais por mim. Eu não aguento mais a indiferença que deixamos existir entre nós. Aquele famoso 'tanto faz' que sempre vem pra estragar tudo. Eu não aguento mais não ser mais a número um na sua vida, não aguento mais você se achando no direito de fazer o que faz só porque sua namorada tá trancada dentro de um lugar e não pode te dar atenção o tempo inteiro. Não é fácil pra nenhum dos dois e gostaria que você entendesse isso.
Eu quero de volta o comprometimento que tínhamos há um ano atrás. Quero a cumplicidade, a necessidade, a vontade. Eu quero tudo de novo, mas quero com você e ninguém mais. Então, por favor, vamos recuperar a confiança que tínhamos quando tudo começou. Porque se isso sempre foi a base de um relacionamento, o nosso está a um passo do fim. E eu sei que não conseguiria viver se a única coisa que me mantém viva acabasse.
Tuesday, 14 August 2012
Handwritten
A segunda pior é saber que a culpa disso é inteiramente sua.
Sunday, 5 August 2012
Under cover of darkness
Há um ano eu aprendi a odiar a pessoa que eu sempre fui. Mudei sem nem precisarem pedir e pela primeira vez na vida, senti orgulho de mim mesma. Eu finalmente era uma pessoa confiável, que me importava com as coisas e deixava o que eu queria de lado pra pensar nas pessoas primeiro.
Há dois meses, por um momento, eu esqueci que podia ser essa pessoa. E eu fiz a pior coisa que alguém podia fazer, com a melhor pessoa do mundo. Eu destruí tudo o que eu tinha construído pra mim e logo eu, que sempre falei que confiança era a base de um relacionamento, contradisse todo o meu discurso de pessoa íntegra através de ações. E pra que? Pra alimentar o meu ego. Pra jogar na cara de outro alguém que eu pouco me importo.
E agora eu tô aqui, voltando a dizer que um fiasco é um desastre em proporções míticas. E é exatamente isso que eu sou. Um fiasco. Agora contado a outras pessoas, fazendo elas se sintirem mais vivas porque não aconteceu com elas.
Thursday, 10 May 2012
Sink or swin
Começando do começo, eu não faço a mínima idéia do que está acontecendo comigo. Insegurança, ciúme, ódio, amor, medo, saudade, um pequeno arrependimento, responsabilidade, preocupação, intolerância, impaciência, ansiedade e acima de tudo, pressão - seja por parte das pessoas com quem eu convivo, do resto do mundo ou até mesmo de mim. As coisas têm mudado tão rápido que eu nem sei se isso tá me fazendo bem ou mal. Logo eu que sempre reclamei da falta de tempo, descobri agora que tempo era tudo o que não me faltava.
Eu já não consigo mais pensar em quase nada porque minha cabeça está sempre cheia de coisas. Não consigo mais ser a pessoa que eu era porque eu já acordo com infinitas imposições que o meu 'eu anterior' provavelmente nunca aceitaria. Eu só tenho medo de ficar completamente perdida depois que isso tudo acabar. Medo de que o que eu estou vivendo agora seja a única coisa que está impedindo a vida que eu tive de se desintegrar. Se é que ainda existe alguma coisa que possa ser mantida.
Saturday, 31 March 2012
Wednesday, 8 February 2012
Tuesday, 3 January 2012
A little respect
Don't talk to her the same way you talk to me, don't say to her the same things you say to me, don't do things behind my back and please my dear, don't you dare lie about it.
Friday, 2 December 2011
To make this alright
Eu não tenho ninguém que os meus amigos gostem. Ninguém com quem eu tenha passado fins de semana e com quem eu tenha feito planos. Não tenho ninguém pra quem eu tenha dado presentes e nem pra quem eu tenha escrito cartas. Já você, não tem ninguém pra me imaginar conversando, ninguém pra saber que ainda faz parte da minha vida, querendo eu ou não. Você não tem ninguém pra saber que pode estar comigo quando você não estiver e nem que vai fazer o que tiver que ser feito pra impedir que eu seja feliz contigo.
Eu não tenho ninguém que ainda venha puxar assunto comigo, ninguém que ainda me queira. Já você, não tem com quem se preocupar em relação a mim. Ninguém que te faça se sentir inseguro.
Eu não tenho ninguém, então realmente, não posso comparar as minhas pessoas com as suas. As suas foram reais e as minhas...bem, as minhas são você. Então, não. Não diga que você entende e que sabe como é, porque eu sei que não sabe. Porque não tem ninguém que continue na minha vida quando você diz que não se sente bem. Já você, insiste em manter a única pessoa que eu gostaria que você nem se lembrasse mais.
Se você sentisse pelo menos metade do que eu sinto, acho que iria conseguir entender. Eu só posso te dizer que machuca te imaginar com outra pessoa. E espero que um dia você perceba isso.
Sunday, 30 October 2011
Sunday, 23 October 2011
Two bodies, one heart.
Eles não tinham tempo. Ela não tinha tempo. Passava o dia obedecendo ordens com as quais não concordava, mas estava ali pra isso e precisava aceitar. Ele continuava lá pra ela, esperando o momento em que o telefone iria tocar e eles teriam apenas quinze minutos para trocarem juras de amor. Não acontecia sempre. As discussões estavam mais frequentes. Pra quem nunca tinha brigado, estavam brigando por anos de namoro. Todo dia, quase o tempo inteiro, por quase tudo. Ela acreditava que era porque não viviam a mesma vida, pois brigavam por coisas externas, que nada tinham a ver com o fato de terem nascido um para o outro. Ele achava que ela não se importava o bastante. Feliz seria o dia em que se descobriria completamente errado.
Três meses já tinham se passado e todos os dias ela se perguntava se iriam sobreviver. Ela sabia que continuaria aguentando, mas da parte dele não tinha tanta certeza. Foram várias as vezes em que ele demonstrou e disse estar cansado daquilo, mas ainda assim suportava tudo como a pessoa forte que era. Três meses já tinham se passado e eles continuavam ali. Uma vez a cada dois meses. Desejando e esperando o dia em que esses meses se tornariam minutos. Segundos. Batidas de um mesmo coração.
